Família de agricultores investe no cultivo de uvas em Mato Grosso


Imagens: Arquivo pessoal/Eduardo José

Uma família que mora em São Pedro da Cipa, município a 148 km de Cuiabá, enxergou uma oportunidade até então inusitada e decidiu investir – começou a plantar uvas, mesmo com o clima quente do estado. Tudo isso aconteceu há cerca de vinte anos, mas continua a trazer resultados. A família vem se destacando no negócio, e a produção de uvas cresceu e se tornou uma realidade em Mato Grosso.

“A dificuldade encontrada no início foi a questão de acreditar que em Mato Grosso era possível produzir uva”, conta Eduardo José da Silva, conhecido como Eduardo Português. Vice-prefeito do município e filho do agricultor José da Silva (José Português), Eduardo viu seu pai conseguir adaptar o sistema de cultivo ao clima da região.

Outro desafio enfrentado foi a ausência de políticas públicas para a atividade. Técnicos locais e banco público pareciam ter receio dessa cultura. “O banco falou que não ia financiar uma coisa que não era típica da região, não era daqui. Então não acreditava que pudesse dar certo. Seria um fracasso, e com isso eles não queriam investir. Então foi feito basicamente com recursos próprios”, afirma Eduardo.


Hoje, na pequena propriedade da família, trabalham o Sr. José Português, os filhos e os netos. Além da uva do tipo niagara, eles já produziram juntos uma variedade de hortaliças e frutas, desde coco às espécies cítricas – a exemplo do limão e da laranja. Também investiram no setor granjeiro.

Dos quase dez hectares de terra, aproximadamente 3 são destinados ao cultivo de uva niagara. Ou seja, o equivalente a uns 3 campos de futebol. Todo ano, são produzidos em média 10 mil quilos ao longo de 3500 pés. A colheita começa sempre em setembro e termina em janeiro e a uva é comercializada na região – em lugares como Rondonópolis, Campo Verde e Juscimeira.

A RedeCoop apoia o negócio do Sr. José Português e da sua família, e, inclusive, já desenvolveu uma embalagem mais apropriada para as uvas. Antes, eram usadas caixas de madeira com capacidade para 5 quilos. Agora, são caixas de papelão dobráveis que recebem 1 quilo e meio. A nova embalagem é personalizada, o que agregou ainda mais valor ao produto.


Por Glaucia Machado



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